Pesquisa do PPGN avalia o Programa Nacional de Suplementação de Ferro em SC

19/09/2012 10:56

No Brasil, uma em cada duas crianças com menos de cinco anos de idade sofre de anemia. Apesar da existência de uma iniciativa do Ministério da Saúde para prevenção, o Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF), apenas 6% das crianças entre seis e 18 meses de idade em Florianópolis receberam o suplemento de sulfato ferroso distribuído pelo programa. Esta informação tem origem no estudo desenvolvido pela Pós-Graduação em Nutrição na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que avaliou a aplicação do PNSF em 35 centros de saúde da rede pública de Florianópolis (SC) durante o ano de 2010.

Criado em 2005, o PNSF assegura que todas as crianças a partir de 4-6 meses de idade e até os 18 meses recebam um frasco de suplemento de ferro a cada três meses para prevenir o aparecimento da anemia.  A pesquisa realizada pela mestranda em Nutrição, Francieli Cembranel, observou o número de crianças de seis a 18 meses de idade que receberam o suplemento de sulfato ferroso, a idade em que começaram a receber e o número de frascos. Este trabalho foi orientado pelo professor David Alejandro González Chica, com a colaboração da professora Arlete Catarina Tittoni Corso, ambos do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, e teve autorização da Secretaria Municipal de Saúde.

O estudo utilizou dados do sistema de informações em saúde da Secretaria, o INFOSAUDE, que possui registro de todos os atendimentos realizados nos centros de saúde do município. Durante o ano de 2010 foram cadastradas 13.197 crianças entre seis e 18 meses de idade em 35 centros de saúde de Florianópolis, mas apenas 834 crianças receberam o suplemento (6% do total de crianças). De acordo com a pesquisa, a baixa quantidade de crianças que receberam o suplemento indica fragilidades no processo de identificação e acompanhamento do público-alvo do programa, além de estar muito aquém da expectativa do Ministério da Saúde, considerando que a previsão desta estratégia é a de que no mínimo 60% das crianças recebam o suplemento.

Situação vulnerável

A pesquisa também revelou que, entre as crianças que receberam o suplemento, menos da metade (44%) iniciou a suplementação dentro da idade recomendada (com até seis meses de idade), e menos de uma em cada 10 (7%) receberam um frasco de sulfato ferroso a cada três meses.

Segundo Francieli, a não adesão à suplementação de ferro durante os primeiros meses de vida torna a criança extremamente vulnerável a desenvolver anemia, principalmente a partir dos 4-6 meses de idade. É a partir desta idade que se esgotam as reservas orgânicas de ferro que a criança ganhou da sua mãe durante a gravidez e com o aleitamento materno. Como nesta idade usualmente as crianças deixam de ser amamentadas e começam a consumir outros alimentos diferentes do leite materno, dificilmente a alimentação complementar recebida consegue por si só atender as necessidades aumentadas do mineral que a criança tem para o seu crescimento e desenvolvimento.

Francieli aponta que os resultados do estudo indicam a necessidade deste programa do Ministério da Saúde reforçar as estratégias de capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde, pois estes constituem um elemento fundamental para a adesão das famílias ao programa. Segundo a mestranda, as informações obtidas poderão auxiliar no planejamento de ações, contribuindo para o aprimoramento da estratégia e a elaboração de políticas públicas mais eficazes na prevenção da anemia.

O estudo é o primeiro trabalho localizado na literatura científica que avaliou o Programa Nacional de Suplementação de Ferro no estado de Santa Catarina e um dos poucos em nível nacional. As entidades que financiaramn o estudo são o Programa de Pós-Graduação em Nutrição/UFSC , o Programa  de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível  Superior (CAPES).

Saiba mais:

Anemia – Segundo a Organização Mundial da Saúde, a anemia por deficiência de ferro é considerada a carência nutricional mais frequente no mundo, chegando a afetar uma em cada duas crianças menores de cinco anos de idade.Nessa faixa etária, a anemia está associada com várias conseqüências negativas à saúde, podendo ocasionar sonolência, irritabilidade, baixo rendimento escolar, diminuição da atividade motora e da interação social, problemas na pele, atraso no desenvolvimento físico e mental, alterações comportamentais, comprometimento do crescimento e do sistema imunológico, assim como a incapacidade de fixar a atenção com grave repercussão no futuro aprendizado escolar.

Problema persistente no Brasil – No Brasil, nos últimos 25 anos, a anemia por deficiência de ferro afeta principalmente crianças na faixa etária dos seis meses aos dois anos de idade, entre as quais a prevalência de anemia oscila entre 24% e 73%.

Fonte: Notícias da UFSC

Mais informações: David González Chica / david.epidemio@gmail.com / (48) 3721-5070

Pesquisa do PPGN revela prevalência de hipertensão e diabetes em Florianópolis

19/09/2012 10:50

 A hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o diabetes mellitus (DM) estão entre os cinco principais riscos globais para a mortalidade no mundo.  Eles elevam o risco de desenvolvimento de doenças do coração e certos tipos de câncer. Atualmente, no mundo, uma em cada três pessoas adultas tem a pressão arterial elevada; e uma em cada dez apresenta a glicemia de jejum acima dos níveis normais.

Estudo realizado no Programa de Pós-Graduação em Nutrição/UFSC (PPGN), pela estudante de mestrado Catiuscie Cabreira da Silva, sob orientação da professora Arlete Catarina Tittoni Corso e colaboração do professor David Alejandro González Chica, estimou a prevalência e alguns fatores associados à HAS e DM entre adultos e idosos que participaram do cadastramento familiar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Florianópolis, no ano de 2011. Este estudo, voltado para a população adulta e idosa, também verificou a evolução temporal da HAS e diabetes mellitus entre os anos de 2004 e 2011. A pesquisa contou com apoio financeiro da CAPES. Para o estudo de Catiuscie, utilizaram-se os dados de 52.556 adultos ou idosos, cadastrados no SUS, com idade entre 20 e 109 anos. Para análise de evolução temporal incluiu-se os dados de 259.252 adultos ou idosos cadastrados entre 2004 e 2011. As informações deste estudo foram retiradas do sistema informatizado CadFamWeb, que foi criado pelo setor de Geo-Processamento da Secretaria Municipal da Saúde de Florianópolis. Esse sistema agrega as informações do cadastramento familiar levantadas por cerca de 600 agentes comunitários de saúde (ACS) que atuam no município.    Nos resultados da pesquisa detectou-se que  a prevalência de Hipertensão e / ou Diabetes Mellitus em Florianópolis é mais elevada entre mulheres, idosos, pessoas menos escolarizadas e moradores dos distritos sanitários Sul e Continente

Os resultados da pesquisa indicaram uma prevalência de 13,5% de HAS, 4,2% de DM e ambos os diagnósticos foram apresentados por 2,9% da população cadastrada em 2011. As prevalências foram mais elevadas entre as mulheres e aumentaram conforme o aumento da idade e diminuição da escolaridade. Também foi mais elevada entre a população residente nos distritos sanitários Continente e Sul da ilha. As prevalências encontradas pela mestranda, em comparação com dados de outros estudos foram menos elevadas, o que pode ser justificado pelo fato de que 48,7% da população cadastrada no SUS em 2011 encontrava-se na faixa etária entre 20 e 39 anos. Nessa faixa de idade, a HAS e o DM são de menor prevalência e esse grupo populacional é o que menos frequenta os serviços de saúde, o que pode acarretar em subdiagnóstico. Entretanto, a mestranda destaca que entre as capitais brasileiras, a cidade de Florianópolis apresenta melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), maior percentual de homens (53%) e mulheres (31%) que praticam atividade física, sendo a terceira capital com melhor qualidade no atendimento do SUS o que poderia favorecer nas menores prevalências encontradas na pesquisa.

O estudo também verificou que a HAS e diabetes mellitus combinadas apresentaram uma prevalência muito maior que o esperado ao acaso; a diferença foi mais expressiva entre os homens, adultos com 40 a 59 anos, pessoas com nove anos ou mais de escolaridade e entre os cadastrados no distrito sanitário Centro. Tal fato sugere que existem outros fatores que aumentam a presença destas duas condições, em especial o excesso de peso e a obesidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde 44% dos casos de diabetes e 23% das doenças cardíacas são atribuíveis ao excesso de peso e obesidade, tornando-se uma relação preocupante visto que 48,5% da população brasileira está com excesso de peso e 15,8% com obesidade.

Outro resultado do estudo que merece destaque é que idosos com 80 anos ou mais, tiveram as maiores chances de apresentar HAS e HAS e diabetes mellitus combinadas. Para diabetes mellitus as maiores chances foram entre idosos com 60 a 79 anos, o que pode estar relacionado com o maior número de óbitos provenientes das complicações oriundas do DM, após essa idade. Também foi observado que quanto mais elevado o grau de escolaridade, menores foram as chances da presença das doenças em estudo. Entretanto, os homens com 12 anos ou mais de estudo apresentaram prevalências de HAS e diabetes mellitus mais elevadas que os homens com 9 a 11 anos de estudo. Este fato pode estar relacionado com a alta prevalência de excesso de peso (60%) entre os homens com melhor nível educacional.

De acordo com os resultados encontrados por Catiuscie, as pessoas portadoras de DM possuem 6,6 vezes mais chances de apresentar HAS comparativamente com a pessoa que não tem a doença, sendo observada a mesma chance na relação inversa das doenças. Essas doenças quando associadas intensificam a possibilidade de complicações renais e cardiovasculares.

Na análise da evolução temporal, a mestranda verificou que a prevalência de HAS aumentou entre 2004 e 2011, passando de 7,0% para 13,5%, respectivamente. Para DM, passou de 2,2% em 2004 para 4,2% em 2011. No período analisado ocorreu uma ampliação na oferta de serviços em saúde na cidade de Florianópolis, assim como um incremento no número de equipes de Saúde da Família, o que pode influenciar nos resultados encontrados.

Catiuscie aponta que os resultados encontrados neste estudo, provenientes das informações levantadas pelos agentes comunitários de saúde, no cadastramento familiar no SUS, são muito importantes, já que ações de prevenção das situações decorrentes da HAS e DM podem ter como alvos áreas e grupos populacionais de maior risco.  Ela destaca ainda, que é importante a população aceitar a visita domiciliar dos agentes, pois as informações levantadas viabilizam um melhor conhecimento das condições de saúde da cidade o que pode influenciar em ações governamentais para melhorias na saúde da população.

 

Contatos: Catiuscie Cabreira da Silva:cathicabreira@hotmail.com

Fonte: Notícias da UFSC

Brasileiros consomem excesso de sódio em alimentos prontos e semiprontos

19/09/2012 10:34

Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), analisou 1.368 alimentos prontos e semiprontos para o consumo, utilizados em refeições de almoço e jantar e verificou que dois em cada três apresentava altos teores de sódio, ou seja, ofertava mais que 600 mg de sódio por 100 g ou 100 ml de alimento. As pesquisadoras analisaram os alimentos industrializados que fazem parte do dia a dia do brasileiro e que são incorporados nas refeições de almoço e jantar, em combinação ou substituição aos alimentos tradicionais, como o arroz e o feijão. Dentre os alimentos analisados, estão os pratos prontos, como pizza e lasanha, carnes cozidas, molhos (de tomate, para salada, de soja, mostarda, etc.), queijos, macarrão instantâneo, temperos completos, pós para sopa, embutidos e conservas. Tais alimentos passam por elevado grau de processamento, sendo conhecidos pela praticidade e conveniência de preparo.

Esta pesquisa é resultado da dissertação de mestrado defendida em agosto de 2012 pela nutricionista Carla Adriano Martins, sob orientação da professora Anete Araújo de Sousa e parceria das professoras Rossana Pacheco da Costa Proença e Marcela Boro Veiros, com bolsa de mestrado da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC). O objetivo da pesquisa foi analisar a informação alimentar e nutricional de sódio em rótulos de alimentos industrializados ultraprocessados prontos e semiprontos para o consumo comercializados no Brasil. Para isso, foi realizada uma coleta entre outubro e dezembro de 2011 em rótulos de alimentos com adição de sódio disponíveis à venda em um grande supermercado de Florianópolis, SC.

Na pesquisa, verificou-se que alimentos como os temperos completos poderiam ofertar, em 100g de alimento, até 9,35 vezes a quantidade recomendada para ingestão diária máxima de sódio, que é de 2000 mg sódio/dia. No caso em questão, o consumo de duas colheres de chá (5 g cada) desse tipo de tempero (uma no almoço e outra no jantar), praticamente alcançaria essa recomendação de ingestão diária do nutriente. Também foi grande a variação nos teores de sódio ofertados entre alimentos similares. No caso dos molhos de tomate, a diferença entre a menor e a maior oferta de sódio (mg/100 g) chegou a 306 vezes. Assim, em uma refeição do brasileiro pode haver uma combinação de diversos alimentos possivelmente ricos em sódio, como é o caso da macarronada (macarrão instantâneo, molho de tomate, tempero completo, azeitona e queijo ralado). Apesar de o sódio ser um nutriente essencial à saúde humana, o brasileiro o consome em excesso e parte dessa ingestão vem dos alimentos industrializados. Visando reduzir o teor de sódio em alguns alimentos industrializados, o Governo brasileiro assinou em 2011 um acordo com os representantes da indústria alimentícia. Porém, dos alimentos analisados nesta pesquisa, apenas o macarrão instantâneo e a maionese tinham suas metas estabelecidas no já citado acordo do Ministério da Saúde. Ressalta-se que apenas os exemplares de maionese cumpriam 100% da meta estabelecida pelo governo e que, mesmo cumprindo a meta, todos ofertavam alto teor de sódio (maior que 600 mg/100 g).

Para reduzir o consumo desse nutriente, as pessoas precisam conhecer suas maiores fontes na dieta e a rotulagem dos alimentos consiste em um meio de transmissão de tais informações. Contudo, as pesquisadoras observaram que a rotulagem de alguns alimentos analisados não apresentava informação nutricional de sódio e descrevia ingredientes com adição de sódio de forma incorreta e/ou incompleta na lista. Soma-se a isso a alta frequência de citação de ingredientes adicionados de sódio, como o sal de cozinha e o glutamato monossódico, além do fato de mais da metade dos alimentos da pesquisa apresentar, pelo menos, um aditivo alimentar com sódio na sua composição.

Para que as informações do rótulo cumpram o papel de informar e auxiliar os consumidores na hora da compra, elas devem ser claras e compreensíveis. No Brasil, a legislação de rotulagem vigente determina a obrigatoriedade da informação nutricional de sódio, que deve ser expressa em mg por porção de alimento, com percentual de valor diário (%VD) de referência calculado com base em 2400 mg de sódio. Contudo, destaca-se que o %VD estabelecido ultrapassa em 400 mg a recomendação de ingestão diária máxima para o sódio, citada anteriormente. Ainda, a forma como o sódio é apresentado na rotulagem nutricional não facilita a compreensão dos teores ofertados. Na pesquisa, as análises e comparações só foram possíveis pela conversão do valor de sódio em mg por porção para 100 g ou 100 ml de alimento.

Já a lista de ingredientes deve ser apresentada em ordem decrescente, ou seja, dos ingredientes mais utilizados para os menos utilizados e os aditivos devem ser descritos após os alimentos, sem importar a ordem de apresentação. Assim, para observar o teor de sódio dos alimentos industrializados, deveria bastar observar os alimentos que apresentassem o sal, ou outro ingrediente com adição de sódio, dentre os primeiros da lista, pois possivelmente eles ofertariam alta quantidade do nutriente. No entanto, não foi esse o resultado encontrado pelas pesquisadoras. Os alimentos que apresentavam o sal descrito entre as três primeiras ordens da lista de ingredientes poderiam ofertar alto, médio ou baixo teor de sódio. Como é o caso de uma fatia de pizza de calabresa vendida de forma individual, que ofertava alto teor de sódio (683 mg/100 g), mas citava o sal na 11ª ordem da lista. Assim, mesmo tendo outros ingredientes possivelmente ricos em sódio na sua composição (calabresa, queijo e azeitona), fica difícil essa identificação, em razão de o rótulo não exibir ao consumidor a composição de cada ingrediente detalhadamente.

Os dados da pesquisa são preocupantes, pois o excesso de sódio está relacionado ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão arterial e os problemas cardiovasculares. Além disso, os alimentos analisados são consumidos em duas importantes refeições do brasileiro. Neste sentido, destaca-se a urgência de redução do teor de sódio ofertado por tais alimentos, além da necessidade de aperfeiçoamento da forma de apresentação do sódio na rotulagem brasileira, em virtude da dificuldade de identificação e de comparação de alimentos ricos em sódio, em face da grande quantidade desse tipo de alimento encontrado na pesquisa e comercializados no Brasil.
Esta pesquisa é parte de um projeto amplo que analisou a informação alimentar e nutricional de sódio em rótulos de todos os alimentos industrializados com adição de sódio disponíveis à venda no local de coleta de dados. Portanto, futuras abordagens estão previstas voltadas para o teor de sódio em alimentos consumidos por crianças e adolescentes em refeições de lanches, assim como a comparação entre o teor de sódio em alimentos diet, light e convencionais.

Contatos: Carla Adriano Martins: carlaadrianomartins@yahoo.com.br (48) 9122-2219

Fonte: Nota para a imprensa de Carla Adriano Martins

Aulas iniciam dia 03 de setembro de 2012

31/08/2012 14:10

Aulas* do PPGN iniciam na próxima segunda-feira, dia 03 de setembro de 2012

*Disciplina Métodos de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições não será ofertada neste semestre.

Alteração na coordenação do PPGN

11/07/2012 17:44

No dia 11 de julho de 2012 houve mudança na coordenação do PPGN com a saída dos professores Rossana Pacheco da Costa Proença – Coordenadora e Francisco de Assis Guedes de Vasconcelos (Subccoordenador) e a entrada das Professoras Emília Addison Machado Moreira (Coordenadora) e Giovanna Medeiros Rataichesck Fiates Fiates.

A equipe coordenadora que está saindo agradece o apoio e disponibilidade de professores, alunos e servidores técnico administrativos e deseja sucesso à nova gestão.

UFSC é a segunda instituição brasileira melhor qualificada no Ranking Web of World Universities

15/06/2012 14:16

A Universidade Federal de Santa Catarina passou à segunda instituição brasileira melhor qualificada no Ranking Web of World Universities, sendo a primeira universidade federal brasileira no levantamento . No primeiro lugar geral se mantém a USP. No ranking passado, publicado no mês de janeiro, a UFSC ocupava a quarta posição. Na classificação para a América Latina, em que figurava como quinta universidade,  passou a terceira colocada. E no ranking mundial está entre as cem universidades do mundo: subiu da 129ª posição para a 98ª.

Harvard University, Massachusetts Institute of Technology e Stanford University se mantêm no topo da classificação mundial. Entre as brasileiras, lideram aUniversidade de São Paulo (USP), UFSC e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Apesar da variabilidade que pode ser verificada no posicionamento das universidades (a Universidade de Michigan era quarta colocada em janeiro e agora é décima terceira, por exemplo) a UFSC vem nos últimos cinco anos elevando sua classificação. Em 2010 estava entre as 400 melhores colocadas (era a 377ª), em 2011 passou a 240ª posição; em 2011 para a 206ª e em janeiro de 2012 chegou a 129ª colocação.

O Webometrics é uma pesquisa realizada desde 2004 pelo Cybermetrics Lab, grupo de pesquisa do Conselho Superior de Investigações Científicas, ligado ao Ministério da Educação da Espanha. É publicado duas vezes por ano, nos meses de janeiro e julho. O instituto monta o ranking a partir da análise do material disponibilizado nos sites das universidades. Nos últimos levantamentos foram avaliadas, em média, 20 mil instituições. Para os organizadores, a presença de uma instituição de ensino e pesquisa na internet é um indicativo de sua excelência e de seu comprometimento com a disseminação do saber.

FONTE:  Arley Reis / Jornalista da Agecom
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Palestra sobre desafios da alimentação abre primeiro Doutorado em Nutrição da Região Sul

22/03/2012 16:17

“Não foi na Sourbonne ou em outra universidade que travei contato com o fenômeno da fome”. A frase de Josué de Castro, médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, ativista brasileiro que dedicou sua vida ao combate à fome foi lembrada na manhã desta terça-feira, 20 de março, durante a aula inaugural do Doutorado em Nutrição da UFSC.

Convidado a marcar na Universidade Federal de Santa Catarina o início do primeiro doutorado da área na Região Sul (nono no país), o professor Pedro Israel Cabral de Lima, da Universidade Federal de Pernambuco, contextualizou a relevância e atualidade do trabalho do médico nascido no Recife, na palestra “Alimentação e Nutrição: de Josué de Castro aos dias atuais”.

Veja a notícia completa:

Aula inaugural que marca o início do doutorado em Nutrição será dia 20 de março

14/03/2012 14:58

Fonte: Agecom/UFSC

O Programa de Pós-graduação em Nutrição convida toda a comunidade acadêmica para a aula inaugural do Doutorado 2012  com o professor Pedro Israel Cabral de Lira, ministrando a conferência: Alimentação e Nutrição: de Josué de Castro aos dias atuais A Aula será realizada na terça -feira, dia 20 de março, às 9h no auditório do Centro de Ciências da Saúde. O evento marca o início do primeiro doutorado em Nutrição da Região Sul do país, sendo também realizado em comemoração aos 10 anos do Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFSC.

Pedro Israel Cabral de Lira: O professor Pedro Israel Cabral de Lira é médico pela Universidade Federal de Pernambuco, especialista em Saúde Públicapela Fiocruz, Mestre em Nutrição pelo Instituto Nacional de Alimentacion Y Nutrición da Universidad do Chile e PhD em Medicina pela Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres, Inglaterra. É Professor Titular do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco e coordena o Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Nordeste, ligado à Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde. Atuou como consultor da área de Nutrição na Capes e foi membro do Comitê Assessor de Saúde e Nutrição no CNPq. Tem experiência em pesquisa nas áreas de Nutrição Materno-Infantil, com ênfase em Epidemiologia e Avaliação do Estado Nutricional, atuando principalmente com baixo peso ao nascer, crescimento e desenvolvimento, aleitamento materno e micronutrientes.

Informações : 3721-5228 , 3721-5042 ou 3721-9784