Programa de Pós-Graduação em Nutrição
  • Publicado em 06/09/2018 às 12:01 12Thu, 06 Sep 2018 12:01:00 +000000.

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  • Atendimento externo suspenso no dia 09/10

    Publicado em 09/10/2018 às 11:55 11Tue, 09 Oct 2018 11:55:32 +000032.

    A Secretaria dos Cursos de Pós-Graduação do CCS informa que não haverá atendimento externo no período vespertino do dia 09/10 pois a sala estará fechada para limpeza.


  • Governo e indústria vão anunciar redução de açúcar em alimentos, diz ministro

    Publicado em 02/10/2018 às 14:05 02Tue, 02 Oct 2018 14:05:15 +000015.

    Ministério da Saúde cita meta para iogurte, achocolatado, suco, refrigerante e biscoito

    Laís Alegretti
    BRASÍLIA 

    O governo e a indústria vão anunciar metas de redução de açúcar em alimentos processados, como refrigerantes, biscoitos e achocolatados, de acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

    O anúncio será feito, segundo ele, após o primeiro turno das eleições, que ocorre no próximo domingo (7).

    “Vamos estabelecer percentuais de redução do açúcar dos alimentos processados. Como exemplo, iogurte, achocolatados, sucos em caixinha, refrigerantes, bolos, biscoitos. Todos esse produtos terão percentual de redução de açúcar até 2021. Em 2021, sentamos novamente e estabelecemos novo patamar”, disse Occhi.

    O percentual de redução será diferente para cada tipo de produto, segundo o ministro.

    “Nós temos uma grande preocupação com redução do sódio, do açúcar e da gordura. Esse é o grande trabalho também da rotulagem dos alimentos. É alertar. Ninguém irá proibir o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, sal e gordura, porém vamos alertar nossa população que esse alimento tem excesso desses produtos que fazem mal à saúde”, disse.

    O modelo, de acordo com o ministério, é semelhante a acordo firmado com a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) para reduzir o teor de sódio nos alimentos, com objetivo de diminuir o risco de doenças associadas ao alto consumo de sal, como hipertensão.

    O ministro participou na manhã desta segunda-feira (1º) da divulgação de um estudo sobre perfil da população idosa no Brasil, feito em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

    Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/10/governo-e-industria-vao-anunciar-reducao-de-acucar-em-alimentos-diz-ministro.shtml


  • UFSC se mantém no ranking das mil universidades mais bem-conceituadas do mundo

    Publicado em 27/09/2018 às 10:54 10Thu, 27 Sep 2018 10:54:57 +000057.

    UFSC se mantém no ranking das mil universidades mais bem-conceituadas do mundo


  • Programa Escala Posgrado

    Publicado em 16/09/2018 às 21:11 09Sun, 16 Sep 2018 21:11:29 +000029.

    Programa Escala Posgrado – inscrições abertas para o Edital Conjunto N.º 01/2018


  • Divulgação Portaria CAPES 206/2018

    Publicado em 16/09/2018 às 21:07 09Sun, 16 Sep 2018 21:07:13 +000013.

    A Portaria CAPES n206/2018 dispõe sobre a obrigatoriedade de citação da CAPES por bolsistas e todos aqueles que tenham recebido auxílio à pesquisa desta Fundação Pública. A citação deve ser feita em artigos, dissertações, teses e quaisquer trabalhos produzidos ou publicados, em qualquer mídia, em quaisquer línguas, que decorram de atividades financiadas, integral ou parcialmente, por este órgão público federal.

    Leia a portaria na íntegra em: http://www.imprensanacional.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/39729251/do1-2018-09-05-portaria-n-206-de-4-de-setembro-de-2018-39729135


  • Exames de Qualificação de Mestrado 2018

    Publicado em 12/09/2018 às 11:50 11Wed, 12 Sep 2018 11:50:09 +000009.
       
     

     


  • Métricas responsáveis

    Publicado em 12/09/2018 às 10:32 10Wed, 12 Sep 2018 10:32:51 +000051.

    Por Fabrício Marques

    As queixas sobre o uso indiscriminado do fator de impacto (FI) como parâmetro de qualidade de publicações científicas geraram uma autocrítica do Institute for Scientific Information, responsável pela produção do indicador. No final de junho, a entidade, que é um braço da empresa Clarivate Analytics, divulgou a atualização anual da base de dados Journal Citation Reports, que apresenta o FI de 11.655 periódicos científicos do mundo. Dessa vez, no lugar de apresentar apenas o tradicional ranking com o número médio de citações recebido por cada revista em um intervalo de dois anos, a base passou a oferecer também informações que mostram o contexto em que esse índice foi produzido. Agora é possível ter acesso a dados suplementares, como uma curva de distribuição mostrando todos os artigos publicados em cada periódico e quantas vezes cada um dos papers foi citado.

    Esse tipo de informação busca atenuar as críticas de que o índice, alardeado por revistas e seus autores como um parâmetro de prestígio, frequentemente mescla artigos altamente citados com outros de baixa repercussão. “A grande maioria dos periódicos científicos contém artigos que seguem um padrão harmônico. Mas aqueles que publicam textos com padrões múltiplos tornam-se de fato um problema”, diz o químico Rogério Meneghini, coordenador científico da biblioteca eletrônica Scielo Brasil. A nova abordagem também ajuda a mostrar se o desempenho de uma publicação está vinculado a um grande conjunto de artigos – como acontece com periódicos como Science, Nature, PLOS ou Scientific Reports – ou se é resultado de um número pequeno de papers selecionados de forma muito rigorosa. “Os gráficos de distribuição de citações foram desenvolvidos para mostrar o que é o fator de impacto por dentro. A ideia é ver não apenas o número, mas enxergar através dele”, explicou Marie McVeigh, diretora de produtos do Journal Citation Reports, em seu perfil no Twitter. O objetivo dessa nova orientação, segundo ela, é desestimular o uso isolado do FI e mostrar a diversidade de dados que lastreia o índice.

    Uma distorção comum é tomar o fator de impacto de um periódico como representativo de artigos ou autores

    Outras informações detalhadas também foram disponibilizadas. É possível ver o cálculo da mediana das citações, que, ao contrário da média, não é influenciada pelos extremos. Outra novidade é a distinção de citações feitas em artigos de pesquisa, que evidenciam a repercussão entre os pares, e em artigos de revisão, aqueles que organizam a bibliografia existente sobre um tema.

    Em um paper publicado no site da Times Higher Education, Jonathan Adams, diretor do Institute for Scientific Information, diz que a nova orientação faz parte de um esforço para promover as chamadas “métricas responsáveis” e propôs que os responsáveis por outros indicadores se esforcem para revelar o contexto em que são produzidos – ele mencionou o exemplo do Índice-H, cujo uso indiscriminado, sem levar em conta a área do conhecimento e o tempo de carreira dos pesquisadores, também recebe muitas críticas (ver Pesquisa FAPESP nº 207). “Temos nos dedicado a municiar os avaliadores de pesquisas a fazer escolhas responsáveis de acordo com a necessidade. Nós e outras organizações de dados precisamos trabalhar para apoiar o uso responsável de métricas que a pesquisa de classe mundial merece.”

    Publicado há 44 anos, o FI se consolidou como o mais importante indicador da influência dos periódicos, passou a orientar a estratégia de editores e tornou-se um chamariz para autores sequiosos por ampliar a visibilidade de seus trabalhos. Ao mesmo tempo, gerou distorções. A mais comum é tomar o índice, que mostra o desempenho médio de um periódico, como representativo da qualidade individual ou da originalidade de todos os seus artigos – o mérito deles, na melhor das hipóteses, limita-se à chancela de processo de avaliação rigoroso. Outra percepção enganosa é considerar que a publicação de um paper em uma revista de alto impacto é passaporte para uma boa repercussão do artigo. “Dá-se muito valor para onde o artigo foi publicado – e o fator de impacto da revista é um parâmetro de orientação importante – e muito pouco para a contribuição de cada paper ao avanço do conhecimento científico”, diz o biólogo molecular Adeilton Brandão, coeditor dasMemórias do Instituto Oswaldo Cruz, publicação científica criada em 1907 que, no mais recente Journal Citation Reports, aparece em 2º lugar entre os periódicos do Brasil, com FI de 2,833. Isso significa que, em média, os cerca de 240 artigos da revista publicados no biênio anterior foram citados em periódicos pouco mais de 2,8 vezes no ano de 2017 (ver quadro). “Não temos o hábito de acompanhar o que acontece com os artigos depois que eles são divulgados. É como se o trabalho do pesquisador culminasse com o momento em que os resultados são divulgados em uma boa revista, quando na verdade esse é apenas o começo de sua trajetória.” As revistas do país, observa Brandão, têm dificuldade de atrair artigos com potencial de alto impacto. “A estrutura da pesquisa brasileira está bastante ancorada na pós-graduação, cujos programas são fortemente incentivados por órgãos de avaliação a publicar seus resultados em revistas de fora. É difícil para os nossos periódicos reverter essa desvantagem”, afirma.

    A busca de um FI elevado a qualquer preço abre espaço para desvios éticos. Não é incomum que editores tentem manipular o índice, abusando, por exemplo, do recurso da autocitação – que é o exagero de menções, em artigos de um determinado periódico, a outros papers que ele publicou – ou da chamada citação cruzada, uma espécie de ação entre editores de dois periódicos, por meio do qual um cita os artigos do outro. São estratégias de risco. Ao divulgar o mais recente Journal Citation Reports, a Clarivate Analytics anunciou a suspensão de 20 periódicos de suas listas, por apresentarem um padrão de citações considerado anômalo. Por dois anos, essas revistas ficarão sem FI. O Brasil, que chegou a ter seis periódicos suspensos do JCR em 2013 (ver Pesquisa FAPESP nº 213), estava fora da lista de suspensões deste ano.

    Do ponto de vista de editores brasileiros, as mudanças na apresentação do FI são bem-vindas. “O fator de impacto não é um indicador absoluto sobre a qualidade de uma publicação. Há revistas que publicam trabalhos teóricos importantes, mas não obtêm FI alto porque os temas interessam a poucas pessoas”, diz Marc André Meyers, editor-chefe do Journal of Materials Research and Technology (JMRT), o periódico do Brasil com maior FI em 2018 – o índice chegou a 3,398. Meyers, professor da Universidade da Califórnia, San Diego, pondera que a divulgação de informações contextualizadas tende a ter pouco impacto na dinâmica das publicações científicas. “O FI é um parâmetro consagrado para atrair bons autores e isso continua a ser uma preocupação central dos editores de qualquer boa revista. Aceitar um artigo é sempre um investimento de risco. Às vezes o manuscrito parece promissor, mas acaba obtendo poucas citações.” O JMRT, criado em 2011 pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), adotou uma estratégia agressiva para elevar seu fator de impacto, trazendo um grande volume de autores estrangeiros e sendo altamente seletivo na escolha dos papers (ver Pesquisa FAPESP nº 263).

    Para Jean Paul Metzger, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e editor-chefe de Perspectives in Ecology and Conservation, o FI de 2,766 obtido pela publicação é resultado de um trabalho recente para ampliar a sua visibilidade – o periódico, que sequer estava entre os 10 mais citados no Journal Citation Reports de 2017, apareceu em 3º lugar na lista de 2018. A revista, que até recentemente se chamava Natureza e Conservação, fez uma aposta em um nicho de artigos científicos que avaliam políticas públicas em ecologia. “Entre os nossospapers mais citados, destacam-se um trabalho que avalia as mudanças da Lei de Proteção da Vegetação Nativa, mais conhecida como o novo Código Florestal brasileiro, que foi escrito em linguagem acessível e subsidiou inclusive discussões no Supremo Tribunal Federal, e também um conjunto de artigos sobre os efeitos da tragédia de Mariana. São temas que despertam atenção de um público amplo, tanto de pesquisadores quanto de tomadores de decisão, e atraem bons autores interessados em discutir os efeitos de políticas públicas”, ele afirma. Metzger reconhece que o mau uso do fator de impacto é um problema, mas avalia que, apesar das limitações, o índice segue tendo utilidade. “O número de artigos publicados em qualquer área do conhecimento vem crescendo de forma exponencial e é preciso ter algum tipo de triagem e privilegiar a leitura de um conjunto de artigos. O FI permite selecionar de forma mais atenta revistas que concentram artigos de impacto”, diz.

    Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/08/20/metricas-responsaveis/


  • ICCAS 2019, Cardiff, Wales – registration and call for papers now open

    Publicado em 10/09/2018 às 01:46 01Mon, 10 Sep 2018 01:46:26 +000026.

    The 11th International Conference on Culinary Arts and Sciences is coming to Cardiff Metropolitan University in June 2019.

    This will be the first time that ICCAS has been held in Wales and the conference’s theme will investigate how food can be used to support and develop a more hospitable society.

    Another first is our pre-conference activity on the 26th June. This postgraduate symposium will include presentations from Elsevier and The Conversation on how researchers can approach writing for both academic and non-academic audiences. Whilst this activity targets postgraduate students and early career researchers, it is available to all ICCAS delegates.

    We are now inviting full papers, abstracts and posters based on original research which reflect the overall theme of Food and Society. The submission deadline is 30th November 2018.

    Early bird registration is now available until 14th March 2019 with full conference packages costing £495 and student packages costing £310.

    https://www.cardiffmet.ac.uk/management/research/wctr/ICCAS2019/Pages/default.aspx


  • Artigo sobre rotulagem de açúcar de adição no Brasil é selecionado para revista virtual de Cambridge

    Publicado em 10/09/2018 às 01:39 01Mon, 10 Sep 2018 01:39:07 +000007.

    Artigo sobre rotulagem de açúcar de adição no Brasil é selecionado para revista virtual de Cambridge


  • Bebidas à base de soja escondem que contêm ingredientes transgênicos — Rede Brasil Atual

    Publicado em 10/09/2018 às 01:17 01Mon, 10 Sep 2018 01:17:01 +000001.

    Bebidas à base de soja escondem que contêm ingredientes transgênicos

    Embora 96,5% da soja cultivada no Brasil seja geneticamente modificada, 76 marcas dessas bebidas não trazem em seu rótulo o símbolo de transgênico (T). É o que mostra uma pesquisa da UFSC

    São Paulo – Com estratégias de publicidade que costumam enaltecer as vantagens à saúde dos consumidores, alimentos à base de sojapodem esconder o uso de ingredientes transgênicos em seus rótulos. É o que indica a tese de doutorado da nutricionista Rayza Dal Molin Cortese, intitulada “Análise da rotulagem de alimentos elaborados a partir de organismos geneticamente modificados: a situação no Brasil”, defendida em julho, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Nutrição, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

    Além da soja, o estudo teve o objetivo de analisar também a presença de ingredientes derivados de milho e algodão, possivelmente transgênicos, em rótulos de alimentos vendidos no Brasil – o segundo país que mais planta sementes transgênicas no mundo. Respondem, atualmente, por 96,5% da soja, 88,4% do milho e 78,3% do algodão cultivados no Brasil.

    A falta de evidências que comprovem a segurança dos transgênicos para o meio ambiente e a saúde tem sido motivo de divergências, nas últimas duas décadas, na comunidade científica. Há estudos, por exemplo, que demonstram os malefícios do consumo de alimentos transgênicos à saúde, principalmente quando considerados os agrotóxicos associados.

    Para Rayza Cortese, diante da insegurança no consumo desses alimentos os cidadãos devem ser informados sobre a presença de ingredientes geneticamente modificados no rótulo dos alimentos. Desse modo, caberia a cada indivíduo exercer seu direito de escolha, a partir de informações claras e adequadas.

    A opinião da pesquisadora, não à toa, é lei no Brasil. O Decreto nº 4.680/2003 determina que todos os alimentos e ingredientes alimentares que contenham ou sejam produzidos a partir de transgênicos, com presença acima de 1% do produto, devem ser rotulados. Além disso, aPortaria 2.658/2003 do Ministério da Justiça também estabelece a identificação de transgênicos no rótulo, por meio do símbolo “T” no centro de um triângulo amarelo.

    A presença dessas informações no rótulo de alimentos transgênicos pode não ser mais obrigatória caso o Projeto de Lei nº 4.148/2008, aprovado pela Câmara, em 2015, seja aprovado no Senado, onde tramita agora sob o nome de Projeto de Lei da Câmara (PLC nº 34/2015).

    Em sua pesquisa de doutorado, Rayza analisou um total de 5.048 alimentos. A análise de 76 bebidas a base de soja demonstrou que todas continham ingredientes derivados de soja, sendo que 31 também continham ingredientes derivados de milho. Considerando a crescente produção de transgênicos no país, presume-se que os ingredientes derivados desses produtos sejam provenientes de plantas transgênicas.

    Os ingredientes derivados de milho e soja, passíveis de serem transgênicos identificados na lista de ingredientes dos rótulos destas bebidas são a proteína de soja, extrato de soja, soja em grãos, amido de milho e maltodextrina – ingrediente que pode ser obtido a partir do milho.

    O extrato de soja foi o ingrediente com maior incidência nos rótulos, aparecendo em 42 bebidas, seguido pela proteína de soja e a maltodextrina, identificadas em 31 bebidas. De acordo com a pesquisadora, nenhuma das bebidas analisadas continha o símbolo de transgênico no rótulo.

    Arquivo/EBCprodutos de soja
    A lei no Brasil prevê rotulagem de alimentos que contenham ou sejam produzidos a partir de transgênicos, com presença acima de 1% do produto

    Metodologia

    O estudo de doutorado “Análise da rotulagem de alimentos elaborados a partir de organismos geneticamente modificados: a situação no Brasil”, iniciou com uma revisão de literatura para identificar possíveis ingredientes transgênicos derivados de soja, milho e algodão.  A partir desta revisão, a pesquisadora identificou na literatura científica vários produtos e subprodutos derivados dessas três culturas, possivelmente transgênicos, que são utilizados pela indústria alimentícia para a fabricação de diversos alimentos. Tais resultados foram recentemente publicados na revista Public Health Nutrition. 

    Leia também

    A seguir, Rayza fez um censo em um estabelecimento pertencente a uma das dez maiores redes de supermercados do Brasil, com o objetivo de identificar a presença desses ingredientes nos alimentos industrializados. Registrou-se assim informações sobre a identificação do alimento, como denominação, nome comercial, marca, fabricante e país de origem.

    Os rótulos foram ainda fotografados para posterior identificação, transcrição e análise da lista de ingredientes, além de conferir a presença de alguma informação no rótulo que identificasse a presença de transgênicos. Ao todo, foram coletadas informações de 5.048 alimentos, ao longo de cinco meses, entre os anos de 2013 e 2014. Os alimentos foram classificados de acordo com os grupos e subgrupos definidos pela legislação brasileira de rotulagem (RDC no 359/2003).

    Para analisar as informações presentes na lista de ingredientes de todos os alimentos, Rayza Dal Molin Cortese utilizou a técnica denominada “mineração de texto”, a qual possibilitou identificar os alimentos que continham pelo menos um ingrediente derivado de soja, milho ou algodão. Ela também analisou a frequência de citação dos ingredientes, de modo a descobrir quais deles mais apareceram nos alimentos analisados.

    Essas etapas resultaram em uma lista de produtos e subprodutos derivados de soja, milho e algodão, possivelmente transgênicos, presentes em grande parte dos alimentos industrializados analisados no estudo.

    “Os resultados da presente tese mostram que o consumo de alimentos industrializados sem declaração da presença de transgênicos pode aumentar as chances de consumo destes alimentos. No entanto, muitos destes alimentos não têm a composição claramente identificada no rótulo. Isso pode ser devido à legislação brasileira, que obriga a rotulagem apenas daqueles alimentos que contiverem mais de 1% de transgênicos, ou seja, os alimentos que contiverem menos de 1% ficam isentos da obrigatoriedade da rotulagem, o que não significa que não contenham transgênicos”, explica Rayza.

    Ela também enfatiza a ausência de informações sobre fiscalização em relação ao cumprimento do percentual de ingredientes possivelmente transgênicos nos alimentos. “Salvo melhor juízo, pode-se supor que a indústria alimentícia pode omitir essa informação, não rotulando o produto, mesmo que contenha mais de 1%”, pondera.

    De acordo com a pesquisadora a divulgação de informações para a população sobre a presença de transgênicos nos alimentos precisa ser mais abrangente, por meio da elaboração de guias para auxiliar os consumidores a identificar presença de transgênicos e de cursos sobre a temática para nutricionistas.

    “A ausência dessa abordagem na versão do Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014 demonstra a necessidade da inserção de recomendações que levem em conta o princípio da precaução, o direito à informação e que possam contribuir para a garantia da segurança alimentar e nutricional em todas as suas dimensões”, conclui.

    Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/revistas/143/Bebidas-a-base-de-soja-escondem-que-contem-ingredientes-transgenicos/