Gordura trans pode estar com os dias contados

13/04/2016 09:04

Nesta quarta-feira (30/03), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo ao projeto de lei (8.194/2014) oriundo do Senado que prevê a proibição do uso de gordura vegetal hidrogenada, conhecida também como gordura trans, em todo o país.

Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a decisão é relevante, pois pode acelerar o processo de retirada da substância artificial em alimentos do mercado brasileiro, como em audiência pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizada na última segunda-feira (28/03), em Brasília. “São evidentes os efeitos negativos dessa substância para a saúde e também sabemos que as medidas adotadas até o momento são falhas e insuficientes”, comenta Ana Paula Bortoletto, nutricionista, pesquisadora do Idec e conselheira do Consea.

Após a audiência, a Anvisa abriu um canal para receber as contribuições da sociedade sobre a discussão da gordura trans. O formulário fica disponível para o público até 11 de abril. Agora, o  texto da proposta volta para o Senado antes de virar lei. Segundo a conselheira, no entanto, ainda há ajustes a serem feitos na proposta atual que serão encaminhados em breve pelo Idec aos senadores.

Caso o projeto seja aprovado, até 2019 todos os alimentos produzidos e comercializados no país, ainda que importados, não poderão ter na sua composição a presença da gordura trans. Uma pesquisa online – feita pelo Idec com 1.624 consumidores – aponta que  95% dos participantes concordam com a proibição da gordura trans, considerando os riscos que o consumo traz à saúde.

O levantamento, inédito sobre o tema no país, também mostra que uma considerável fatia das pessoas (89,2%) busca se informar sobre a presença da substância nos alimentos industrializados por meio da tabela nutricional, lista de ingredientes e a parte frontal dos rótulos – que juntos somam 47% das respostas.

Apesar disso, os resultados indicam que 34% acreditam que os fabricantes omitem ou manipulam as informações nutricionais, e 30% acham que falta clareza nos rótulos. “Atualmente, a declaração de ausência não significa que o alimento seja livre de gordura trans, já que a atual regulação permite que um produto declare ter ‘zero’ gordura trans, mesmo que o teor seja igual ou menor que 0,2 g na quantia declarada”, comenta Ana Paula Bortoletto.

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Confira os resultados da pesquisa.

Fonte

Pulverização aérea para Aedes aegipty

13/04/2016 08:54

Fumacês

Sobre o uso do fumacê: para que ele seja efetivo, já que é um aerossol e faz aquela nuvem de veneno, a gotícula desse aerossol tem que entrar em contato com a forma alada do mosquito para matá-lo. Veja como essa possibilidade é muito pequena na medida em que o mosquito é muito adaptado ao ecossistema urbano, pois não é à toa que conquistou as cidades e sabe se alojar em múltiplos esconderijos.

E o que é pior: com anos e décadas de usos intensivos dos fumacês, o mosquito foi ficando resistente ao veneno. Isso está obrigando o Ministério da Saúde a usar o Malathion , um organofosforado que atinge o sistema nervoso central e é considerado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer – IARC um provável carcinógeno humano. E veja que, com tudo isso, o governo continua querendo matar o mosquito com bala de canhão e, agora, ainda quer banhar as grandes metrópoles brasileiras com um provável carcinógeno humano. Isso é muito grave! Essa substância está liberada para uso e é encontrada em todo o país. E ainda, para ajudar… Deputados Federais ligados ao agronegócio estão propondo o uso de aviões para pulverizar esse veneno sobre as cidades.

 A respeito do pedido apresentado pelo Dep. Estadual Valdir Colatto (representando o SINDAG – Sindicato das Empresas de Aviação Agrícola) ao Ministério da Saúde para a utilização da ferramenta de pulverizações aéreas no combate ao Aedes aegipty, encaminhamos nota produzida pelo MS com apoio de vários setores com o posicionamento técnico do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/30/Esclarecimentos-sobre-pulveriza—-o-a–rea-e-o-controle-de-endemias.pdf ) e também o posicionamento da ABRASCO com relação a pulverizações contra o Aedes aegipty (https://www.abrasco.org.br/site/2016/03/nem-fumace-nem-larvicida-quimico-coragem-e-saneamento-contra-o-mosquito-por-fernando-carneiro/ e http://abrasco.org.br/dossieagrotoxicos/)
 
Sugerimos a discussão desse tema nas comissões.
 
Atenciosamente,
Adriana Cristina Pedroso Ferraz
Analista do Ministério Público
Centro de Apoio Operacional do Consumidor
Tel.: (48) 3330-9523 www.mp.sc.gov.br

 

Participação Nuppre: Consulta pública sobre uso de gordura trans industrial em alimentos no Brasil

05/04/2016 19:05

O Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições da Universidade Federal de Santa Catarina (NUPPRE/UFSC) apresenta seu parecer sobre o uso da gordura trans industrial em alimentos com base em suas pesquisas com rotulagem e análise de alimentos, aliadas às extensas revisões de literatura científica elaboradas em seus relatórios de pesquisa, dissertações e teses. Segue parecer abaixo:

Parecer NUPPRE – UFSC – uso de gorduras trans industriais em alimentos no Brasil – abril 2016

7º SIMBRAVISA abre suas inscrições

05/04/2016 18:57
Sob o tema “O Sistema Único de Saúde e seu Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, a 7ª edição do Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária da Abrasco, traz em sua concepção visual as cores intensas do artista argentino Hector Bernabó, mais conhecido como Carybé – as variadas cores e movimentos da obra caryberiana certamente refletirá o intenso e caloroso debate de novembro.
O SUS, considerada a política do Estado brasileiro mais inclusiva de todos os tempos, está sob sérias e graves ameaças, especialmente a manutenção do seu caráter universal, público e gratuito. Isto porque, a resposta diante da crise ao subfinanciamento crônico, não vem por propostas de mais recursos públicos para investimentos e custeio para as ações e serviços de saúde, ao contrário disso, o que assistimos no Congresso Nacional são investidas no sentido de mudanças à Constituição, para permitir a entrada direta de capital e seguradoras estrangeiras no mercado da saúde, além de projeto de emenda constitucional que obriga as empresas a contratarem planos de saúde para seus empregados. Venha refletir, dialogar, trocar idéias e experiências sobre esta área que é uma das mais antigas e desafiadoras da saúde coletiva, a vigilância sanitária.

 

Consulta pública: utilização de gordura trans industrial em alimentos

05/04/2016 18:55

Está aberta uma consulta pública da ANVISA sobre a utilização de gordura trans industrial em alimentos. O prazo é curto – as contribuições serão aceitas apenas até dia 11/04 pelo formulário online: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=25270

O Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições da UFSC, que trabalha com o tema há mais de 10 anos, pede a sua participação neste importante momento, registrando o pedido de eliminação da gordura trans industrial em alimentos produzidos/comercializados no Brasil.
Anexamos a nossa sugestão de preenchimento do formulário, solicitando a sua participação como pessoa física, bem como a divulgação para que outras pessoas também participem.

Sugestão NUPPRE – consulta pública sobre o uso de gordura trans industrial abril 2016 (versão em .pdf)

Sugestão NUPPRE – consulta pública sobre o uso de gordura trans industrial abril 2016 (versão em .docx)

Má conduta científica: Punição rigorosa e inovadora

05/04/2016 18:51

Ilustra Boas práticasA National Science Foundation (NSF), principal agência norte-americana de apoio à pesquisa básica, adotou uma medida rigorosa e incomum para encerrar uma investigação de má conduta científica. A fim de resolver um episódio que se arrastava havia 12 anos, a agência determinou que os autores de um artigo sobre um processo de síntese de nanopartículas, publicado na revistaScience em 2004, não poderiam voltar a pedir financiamento à NSF. Isso, apesar de considerar que os autores não eram culpados por má conduta. Uma investigação mostrou, contudo, que eles violaram uma regra da agência, que é a de reportar todos os achados significativos. E o artigo em questão não pode ser reproduzido por outros pesquisadores, segundo a NSF, porque os autores omitiram dados que permitiriam replicar os resultados.

A NSF também inovou ao abrir uma brecha para os autores punidos, três pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte (NCSU, em inglês). Eles poderiam voltar a pleitear financiamento desde que enviassem à Science uma carta relatand
o os problemas e complementando dados omitidos. Eles fizeram isso e se reabilitaram na NSF, mas a revista optou por retratar o paper, em vez de publicar a carta, por considerar que as omissões comprometiam a lisura do artigo. A decisão chamou a atenção porque, na maioria dos casos investigados pela NSF em que há comprovação de má conduta, os autores enfrentam a suspensão do financiamento federal por um período de tempo e o artigo é cancelado. Já em casos considerados menos graves, como esse, a punição tendia a ser branda.

Em 2006, um pesquisador da NCSU tentou reproduzir um estudo sobre síntese de nanopartículas publicado dois anos antes por Lina Gugliotti, Daniel Feldheim e Bruce Eaton, na época vinculados à universidade. A tentativa fracassou e a hipótese de má conduta foi levantada. Em 2008, uma investigação da NCSU concluiu que os experimentos de microscopia eletrônica para estudar a formação de partículas não haviam sido realizados corretamente. Na mesma época, a Universidade do Colorado também se debruçou sobre o caso, mas considerou que nada de errado havia com a pesquisa. O impasse levou a NSF, que financiou o estudo, a investigar. A conclusão foi de que os autores haviam omitido dados importantes  no artigo. Ao site Chemical & Engineering News, Bruce Eaton, coautor do paper, contestou a decisão da Science de retratar o artigo em vez de corrigi-lo. “Sei que as nanopartículas relatadas no trabalho são reproduzíveis”, afirmou.

Transgênicos e saúde são tema de conferência

05/04/2016 18:45

O pesquisador francês Robin Mesnage, do Departamento de Genética Médica e Molecular da Kings College, de Londres, apresentará a conferênciaEfeitos potenciais na saúde humana de plantas transgênicas e de seus agrotóxicos associados, na quinta-feira, 7 de abril, às 9h no auditório da sede do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A conferência terá tradução simultânea e foram disponibilizadas 150 vagas, já esgotadas na quinta-feira, 31 de março. Robin Mesnage vem a Florianópolis a convite do professor da UFSC Rubens Onofre Nodari, do departamento de Fitotecnia e pesquisador da área de variabilidade genética.

Robin Mesnage estuda os efeitos causados pelos agrotóxicos e alimentos transgênicos na saúde humana. Um dos focos de sua pesquisa é o herbicida glifosato, número um em vendas e utilizado largamente na agricultura. O glifosato é comercializado como Roundup e usado para eliminar pragas das plantações de milho e soja, dentre outras culturas.

Em 2003, o Brasil liberou variedades de milho e soja transgênicos, devido à já existente produção ilegal de soja geneticamente modificada para resistir ao glifosato. Dessa forma, a palestra de Robin Mesnage proporcionará um debate nos âmbitos internacional e nacional sobre a transgenia na agricultura.

A conferência foi oganizada pelo Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT) juntamente com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público de Santa Catarina.

Mais informações aqui.

Fonte: Notícias da UFSC

Aula aberta e inaugural com representantes do Centro de Excelência Contra Fome da ONU

04/04/2016 11:47

O Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI) da UFSC convida para aula aberta Aula-aberta-março-2016“A prática da cooperação internacional brasileira na área de segurança alimentar”, com Christiani Buani, chefe de Projetos do Centro de Excelência contra a Fome, Programa Mundial de Alimentos (PMA/ONU), dia 31 de março (quinta-feira), das 14h às 18h, na sala de aula do PPGRI, no Centro Socioeconômico (CSE), bloco F, 3º andar. Atividade aberta e gratuita.

Christiani Buani é doutora e mestre em Direito Internacional pela UniCEUB, Brasília, e possui um mestrado em Direito Internacional pela Universidade Paris II, Panthéon-Sorbonne. Ela é graduada em Direito pela UniDF, Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. É especialista em Segurança Alimentar e Alimentação Escolar. Desde 2011, Christiani Buani trabalha no Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU.

Aula-Inaugural-2016O Centro Acadêmico de Relações Internacionais, o curso de graduação e a pós-graduação em Relações Internacionais da UFSC convidam para a aula inaugural do primeiro semestre de 2016 “Cooperação Sul-Sul: empoderando países para o desenvolvimento social”, com Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome, PMA/ONU, dia 1º de abril (sexta-feira), às 14h20, no Auditório do CSE. Atividade aberta e gratuita.

Daniel Balaban é economista, formado pela Unisinos-RS, com MBA em Finanças pelo IBMEC e Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Desde agosto de 2011, é Diretor do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas no Brasil. O Centro de Excelência do PMA é um precursor na cooperação sul-sul para o compartilhamento de boas políticas públicas. É um projeto conjunto do PMA das Nações Unidas com o Governo do Brasil para permitir o desenvolvimento de capacidades dos governos nacionais nas áreas de alimentação escolar, nutrição e segurança alimentar. De 2003 a 2011, Daniel Balaban foi Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável, dentre outros programas, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar brasileiro. Antes disso, Balaban atuou na criação e organização do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República. Balaban é Analista de Finanças do Tesouro Nacional, onde exerceu suas funções de 1995 a 2002. Antes disso, trabalhou no setor privado por mais de dez anos. Daniel Balaban também é membro do Conselho do Global Child Nutrition Foundation (GCNF), fundação norte-americana ligada à School Nutrition Association e também da Agenda de Conselheiros Globais do Fórum Econômico Mundial.

Mais informações: ppgri.ufsc.br

Fonte: Notícias da UFSC

Crescimento no número de casos de má conduta científica registrados no Brasil

04/04/2016 11:42

Podcast: Renan Moritz

O professor Renan Moritz de Almeida, da UFRJ, comenta os resultados de uma pesquisa que analisou mais de 2 mil papers indexados na biblioteca virtual SciELO e também na latino-americana de informações em ciências da saúde (Lilacs), entre 2009 e 2014, e que constatou crescimento no número de casos de má conduta científica registrados no Brasil.

Apresentação: Fabrício Marques e Marcos Pivetta
Produção e roteiro: Biancamaria Binazzi
Gravação e montagem: Dagoberto Alves (Rádio USP)

Pesquisa Brasil vai ao ar todas as sextas-feiras às 13:00, pela Rádio USP.
Assine Pesquisa Brasil como podcast!

Baixar o MP3
Veja aqui o arquivo do Pesquisa Brasil

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Processo Seletivo para Mestrado e Doutorado 2016 

30/03/2016 17:34

RESULTADO FINAL PROCESSO SELETIVO PPGN 2016 – RESULTADO PÓS RECURSO – 06 JUNHO DE 2016 – 12:00 HORAS

Edital Seleção Mestrado e Doutorado 2016

Cronograma

Data Local Etapa
22/02/2016 a 21/03/2016 Secretaria do PPGN Inscrições
30/03/2016 Site do PPGN Divulgação das Inscrições Homologadas
08/04/2016 Auditório da Pós-Graduação, Bloco H, CCS, piso Térreo Prova de Conhecimento em Nutrição
25/04/2016 Site do PPGN Divulgação dos aprovados – Prova de Conhecimento em Nutrição
Até 10/05/2016 Site do PPGN Divulgação dos aprovados na análise de Currículo e Memorial/ Plano Científico de Trabalho
Até 10/05/2015 Site do PPGN Divulgação do Cronograma de Arguição
16/05/2016 a 20/05/2016 Local a Definir Período de Arguição
Até 31/05/2016 Site do PPGN Divulgação do Resultado Final

 

 

RESULTADO FINAL PROCESSO SELETIVO PPGN 2016 – RESULTADO PÓS RECURSO