10 Mitos – Observatório do Conhecimento

14/05/2019 10:15

10 MITOS SOBRE A UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL

 

MITO 1: O BRASIL GASTA DEMAIS EM EDUCAÇÃO

O Brasil investe menos em educação do que determina o Plano Nacional de Educação (PNE). Ao aprovar o PNE em 2014, o país se comprometeu a investir pelo menos 7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) no ensino básico e superior, com o objetivo de chegar a 10% em dez anos. Hoje, a proporção do PIB direcionada à Educação sequer alcança o mínimo estabelecido pelo plano. Um relatório elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2018, mostrou ainda que o valor que o país gasta anualmente para manter cada estudante da rede pública está muito abaixo da média dos membros da organização: 3,8 mil dólares por aluno a cada ano, em comparação à média de 9,4 mil. Entram nesse cálculo itens como salários dos professores, manutenção da infraestrutura das escolas, provisão de livros e merenda, entre outros. A situação não é muito diferente quando o assunto é o ensino superior, em que o investimento por aluno também é menor do que a média dos países desenvolvidos³. Os números mostram que há um longo caminho a ser percorrido para que o Brasil alcance  um patamar mínimo de investimento na educação pública de qualidade.

MITO 2: O FOCO DOS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO DEVE ESTAR NO ENSINO BÁSICO

Embora seja necessário e urgente ampliar os investimentos públicos na educação infantil e no ensino fundamental e médio, vale lembrar que as universidades públicas são estruturas fundamentais para formar professores e qualificar a educação  básica. O Censo Escolar de 2015 mostra que quase 50% dos professores que atuam nas redes municipal e estadual de ensino ainda não têm formação especializada na matéria que lecionam. Ou seja, investir nas universidades públicas é chave para garantir a qualidade do ensino básico, uma vez que funcionam como  centros prioritários de formação de professores. Vale pontuar também que o investimento na educação básica é de responsabilidade dos estados e municípios, que por sua vez recebem repasses de verbas federais através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

MITO 3: AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS GASTAM MUITO E PRODUZEM POUCO

As universidades públicas são as principais responsáveis pela produção científica brasileira em diferentes áreas do conhecimento. Um estudo disponibilizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) mostrou que das 20 instituições brasileiras que mais produziram pesquisa científica entre 2011 e 2016, 15 eram universidades federais e cinco, estaduais. O conhecimento produzido nas universidades públicas contribui para que o Brasil ganhe destaque no contexto da produção científica mundial e, acima de tudo, gera impacto concreto na vida das pessoas e no desenvolvimento do país. Nos últimos dez anos, as áreas que mais receberam investimentos em pesquisa foram a agricultura, a tecnologia industrial, a saúde e a ciência espacial – cujos os resultados são percebidos pela sociedade brasileira. É o caso, por exemplo, da pesquisa que comprovou a associação entre o zika vírus e o nascimento de bebês com microcefalia, coordenado pela cientista Celina Turchi, do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco.

MITO 4: AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS SÃO DIRIGIDAS POR MILITANTES DA ESQUERDA

Os reitores das universidades federais são, de fato, nomeados pelo Ministério da Educação (MEC). No entanto, para garantir que o processo seja democrático e respeite a autonomia da universidade, o MEC procura sempre indicar a candidata ou candidato que obtém o maior número de votos em consultas feitas à comunidade acadêmica – composta por professores, funcionários e alunos. Boa parte das universidades federais adotam, ainda, o sistema paritário – em que os votos dos professores, dos funcionários e dos alunos têm o mesmo peso no processo. Este sistema democrático e autônomo de escolha reduz as possibilidades de aparelhamento ideológico, partidário e estatal, em vez de aumentá-las. Mesmo quem alega haver aparelhamento das universidades por partidos de esquerda usa dados que esvaziam esse mito: levantamento feito pelo portal de direita Spotniks indicou que três em cada quatro reitores de universidades federais do país não têm envolvimento com política partidária. Além disso, ao contrário da maioria das universidades privadas, as Universidades Públicas são dirigidas por colegiados formados por professores que ocasionalmente ocupam os cargos de gestão – em geral eleitos em seus departamentos e congregações – e por representantes de docentes, funcionários e estudantes, o que fortalece a pluralidade de ideias na tomada de decisões.

MITO 5: AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS SÃO CENTROS DE PROPAGAÇÃO DE IDEOLOGIAS DE ESQUERDA, COMO A IDEOLOGIA DOS DIREITOS HUMANOS

As universidades são, por princípio, espaços de fomento à diversidade de ideias, visões e opiniões. No ambiente acadêmico, como em outros, convivem pessoas de diferentes tendências políticas e ideológicas. Em função desse caráter pluralista e democrático, as universidades são importantes locais de valorização dos Direitos Humanos. Os Direitos Humanos não são fruto de ideologia, seja ela de “esquerda” ou de “direita”, mas resultado de um intenso processo de amadurecimento social. Em 1948, um pacto firmado por centenas de nações deu origem à Declaração Universal dos Direitos Humanos, consolidando o compromisso internacional com a proteção de direitos básicos e fundamentais como a liberdade e dignidade de todos as pessoas. Hoje, a Declaração Universal dos Direitos Humanos embasa boa parte das leis constitucionais dos países democráticos. No Brasil e na América Latina, as universidades cumpriram papel histórico de oposição às ditaduras civis-militares que assolaram a região na segunda metade do século 20 – que promoveram, entre outras violências e violações, perseguições político-ideológicas contra quem pensava diferente. Por isso mesmo, as universidades representam a materialização de direitos como a liberdade de expressão e de pensamento, à instrução e ao conhecimento.

MITO 6: O ENSINO PÚBLICO NO BRASIL TEM BAIXA QUALIDADE PORQUE OS PROFESSORES SÃO DOUTRINADORES

O mito da “doutrinação” desvia o foco dos problemas reais das salas de aula de todo o país. Pesquisas internacionais mostram que o baixo desempenho da educação pública brasileira em comparação com outros países se deve, sobretudo, à desvalorização do professor. Turmas cheias, infraestrutura precária, salários baixos e sobrecarga de trabalho são alguns dos problemas enfrentados cotidianamente. Por todos esses motivos, apenas um em cada cinco brasileiros diz incentivar seus filhos a seguirem a profissão de professor, um dos piores índices do mundo. Iniciativas como a “Escola Sem Partido”, que ajudam a popularizar o mito da doutrinação, enfraquecem a confiança de pais e alunos no já precarizado e desvalorizado trabalho do professor. Este contexto contribui para que os professores estejam cada vez mais vulneráveis a perseguições político-ideológicas, a tentativas de criminalização e para um aumento de situações violentas em sala de aula. Enquanto o debate sobre a “doutrinação” ganha destaque, os verdadeiros e urgentes problemas enfrentados por gestores, professores e alunos nas escolas e universidades são deixados em segundo plano. Uma pesquisa recente mostrou, por exemplo, que metade dos colégios brasileiros sequer tem rede de esgoto e 26% não tem acesso à água encanada.

MITO 7: AS COTAS SOCIAIS E RACIAIS SÃO INJUSTAS PORQUE TIRAM VAGAS DAS PESSOAS QUE NÃO SE ENCAIXAM NESSES CRITÉRIOS

O objetivo de políticas afirmativas como as cotas é corrigir distorções no acesso ao ensino superior público resultantes de desigualdades estruturais e históricas na sociedade. É um erro assumir que as cotas “tiram” vagas daqueles que não se encaixam nos critérios raciais e sociais. Os dados sobre o ensino superior público no Brasil mostram que, desde que as cotas começaram a ser implementadas, o número de vagas da chamada “livre concorrência” aumentou em 15%. Isso significa que, nas últimas duas décadas, o acesso ao ensino superior público foi expandido a todos os perfis de estudantes, independentemente dos critérios para se candidatar às cotas. As cotas sociais e raciais para o acesso ao ensino superior público foram implementadas pela primeira vez pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 2000. Em 2004, a Universidade de Brasília (UnB) se tornou a primeira universidade federal a instituir o mesmo sistema. Em 2012, a chamada Lei de Cotas finalmente estabeleceu regras únicas para a adoção de cotas raciais e sociais pelas universidades e instituições federais.

MITO 8: É A ELITE QUE FREQUENTA AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS. SÃO PESSOAS QUE PODEM PAGAR MENSALIDADE PARA AUMENTAR O ORÇAMENTO DESSAS INSTITUIÇÕES

Ao contrário do que diz o senso comum, a maior parte dos estudantes das universidades federais (51%) tem renda familiar de até três salários mínimos, como indica a última Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação, divulgada em 2014. O estudo revela a tendência de transformação nas condições socioeconômicas dos estudantes de universidades federais na última década decorrente da entrada progressiva de alunos de renda familiar mais baixa no ensino superior público em todas as regiões do país. No caso desses estudantes, a cobrança de mensalidade representaria uma barreira no acesso ao ensino superior.  A decisão de cobrar mensalidade poderia contribuir para que as universidades públicas tivessem como prioridade a admissão de estudantes de renda mais alta, em vez de investir na diversificação do perfil socioeconômico de seus alunos através de ações afirmativas específicas, como as cotas. Uma das possíveis alternativas para aumentar o orçamento das universidades federais e das demais públicas seria a realização de ampla reforma tributária, que corrija distorções no pagamento do imposto de renda para as camadas mais ricas da população.

MITO 9: A UNIVERSIDADE NÃO DEVE SER PARA TODOS

Declarações como essa, pronunciadas inclusive por membros do governo federal, transmitem uma visão política de que o ensino superior público deve ser destinado apenas à elite intelectual do país. A ideia de que somente pequena parcela da população teria vocação ou disponibilidade para estudar em uma universidade revela uma concepção limitada sobre o papel da formação acadêmica na vida em sociedade. Para além de conquista pessoal sonhada por tantas famílias em todo o país, a entrada na universidade é oportunidade para o estudante desenvolver a personalidade, expandir conhecimentos, descobrir outras realidades e perspectivas e se preparar para o mercado de trabalho. Além disso, um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que quem conclui o ensino superior pode até triplicar sua renda. Esse tipo de visão elitista tampouco condiz com a realidade da maioria dos países desenvolvidos no mundo, que, em geral, apresentam proporções de adultos com ensino superior completo muito acima do percentual brasileiro. O acesso ao ensino superior é um direito de todos os cidadãos e deve ser sempre assegurado e expandido.

MITO 10: MEDIDAS COMO A LAVA-JATO DA EDUCAÇÃO SÃO NECESSÁRIAS PORQUE HÁ MUITA CORRUPÇÃO NAS UNIVERSIDADES

Como em qualquer outro setor, a educação pública também está sujeita a casos de corrupção e desvios de verbas que devem ser investigados e responsabilizados com rigor, agilidade, transparência e em acordo com o devido processo legal. No entanto, iniciativas penais populistas como a “Lava-Jato da Educação” podem induzir, na prática, à perseguição e à censura contra instituições e pessoas críticas às posições políticas e ideológicas do atual governo. O combate à corrupção não pode se sobrepor ou ameaçar a liberdade acadêmica e de pensamento. O presidente Jair Bolsonaro já declarou que considera o ambiente acadêmico infectado “pela ideologia de esquerda” que “enaltece o socialismo e tripudia o capitalismo [sic]”, uma mensagem perigosa que indica disposição em retaliar quem pensa diferente. O risco concreto é que a “Lava-Jato da Educação” seja usada como instrumento de perseguição contra opositores do governo dentro das escolas e universidades.

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Revistas científicas publicam vídeos para dar mais transparência e didatismo a experimentos e resultados

14/05/2019 09:57

Artigos animados

Por: Bruno de Pierro

O uso crescente de imagens no lugar da palavra escrita, que deu força à criação de canais de vídeo no YouTube em prejuízo dos blogs da internet, começa a se refletir também na comunicação científica. Surgiram nos últimos anos diversas revistas acadêmicas que publicam videoartigos, papers que, além de texto e eventuais fotos e gráficos, são acompanhados de vídeos demonstrando, em geral, detalhes de procedimentos realizados no estudo. Títulos publicados pela editora holandesa Elsevier contam com seções exclusivas para videoartigos, como o Journal of Minimally Invasive Gynecology. A revista The Anatomical Record, da norte-americana Wiley, divulga videoartigos desde 2014. “Realizar um experimento em laboratório é um ato físico. Vídeos conseguem mostrar de forma mais eficiente como um método é aplicado”, disse à Pesquisa FAPESP o biomédico russo Moshe Pritsker, um dos pioneiros desse modelo de publicação.

Em 2006, após uma tentativa frustrada de reproduzir um estudo sobre células-tronco na Universidade Princeton, nos Estados Unidos, onde trabalhava, Pritsker criou o Journal of Visualized Experiments (JoVE), com o objetivo de mostrar visualmente o que pesquisadores fazem para obter seus resultados. “Os vídeos ajudam a perceber sutilezas, como o ângulo em que se deve segurar uma placa de Petri, o que, às vezes, é crucial para um experimento dar certo.” Pritsker passou a apostar nos videoartigos como uma estratégia para ampliar a oferta de informações detalhadas e ajudar outros cientistas a reproduzir os achados.

Seguindo a experiência do russo, outros periódicos do gênero foram lançados. E revistas convencionais também abriram espaço para abrigar esse tipo de publicação. Um exemplo é a Fungal Genetics and Biology (FGB), em circulação desde a década de 1970. Em 2015, o periódico passou a divulgar videoartigos em uma seção especial chamada The Dynamic Fungus. Na visão da bióloga norte-americana Nancy Keller, editora-chefe da FGB, a principal vantagem dos vídeos é dar dinamismo às imagens que geralmente são analisadas de forma estática. “À medida que as ferramentas para estudar biologia celular foram aperfeiçoadas, percebemos que as imagens em movimento de células vivas capturam melhor a ação de fungos do que fotografias”, diz Keller, que é professora da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.

O apelo dos vídeos sobre a comunicação científica não é exatamente uma novidade. Revistas de prestígio, entre elas Nature, Science Cell, há tempos fornecem conteúdos audiovisuais, os chamados video abstracts, em que autores explicam brevemente o objetivo e os achados de seus trabalhos. A Cell, por exemplo, tem um canal no YouTube, o Cell Press, para divulgar semanalmente alguns dos principais estudos publicados pela revista.

Em um videoartigo publicado em 2018 no JoVE, biólogos de três universidades da Espanha demonstram como coletar e analisar amostras de sedimentos para estimar o acúmulo de óxido nitroso no fundo de um lagoReprodução

O advento dos videoartigos não se presta apenas a facilitar a compreensão e a reprodutibilidade de pesquisas, avalia o biólogo e comunicador científico Átila Iamarino, de São Paulo. “A divulgação de uma pesquisa utilizando recursos gráficos ou animações para explicar conceitos complexos ajuda a atrair a atenção do público e de jornalistas”, explica Iamarino, apresentador de um canal de ciência no YouTube, o Nerdologia. “Um pesquisador que tem sucesso em divulgar seu trabalho desfruta de um poder maior para obter financiamento. O ambiente acadêmico é cada vez mais competitivo, principalmente em países centrais como os Estados Unidos, e os pesquisadores usam todas as estratégias a seu alcance para disputar recursos.”

Também há exemplos do uso de vídeos como material didático produzido e fornecido por periódicos. Além de publicar videoartigos, o Journal of Visualized Experiments tem um braço dedicado à educação científica. Seus vídeos educativos oferecem aulas e orientações para estudantes e técnicos de laboratório. Um deles explica como operar uma centrífuga, equipamento largamente utilizado para fazer a separação de amostras em laboratório. O acesso ao conteúdo pedagógico, e também aos videoartigos, é restrito, garantido por assinatura. O JoVE também cobra dos autores de videoartigos uma taxa de US$ 1,2 mil a US$ 2,4 mil para cobrir gastos com equipes de cinegrafistas, roteiristas e editores de imagem contratados pela revista para produzir os vídeos junto com os pesquisadores.

O autor ainda pode pagar uma tarifa extra de US$ 1,8 mil para que seu trabalho seja divulgado em acesso aberto. Mais de mil universidades, instituições e empresas assinam o JoVE. “O Brasil representa mais de 15% do total de assinaturas na América Latina e está crescendo”, diz Pritsker. A revista atualmente publica uma média mensal de 100 videoartigos em áreas como medicina, química e bioengenharia e seu site passou de 6 milhões de visitas por mês. No total, já foram divulgados 43 trabalhos assinados por autores brasileiros.

Um deles é o médico Thiago Cabral, professor do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, vinculado à Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes). Ele participou de um estudo, em parceria com pesquisadores dos Estados Unidos, que analisou a dosagem de proteínas na retina, região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro. Dada a variedade de técnicas e processos envolvidos, os autores se interessaram pela ideia de publicar um videoartigo. “Os resultados, a discussão e as conclusões foram apresentados na forma de texto. A parte ‘braçal’ da pesquisa, ou seja, a dissecação e a coleta de frações distintas da retina humana, está no vídeo”, conta Cabral. A análise das proteínas utilizando a técnica de espectrometria de massa também é apresentada no filme.

Vídeos conseguem mostrar de forma mais eficiente como um método é aplicado, diz Moshe Pritsker

O vídeo foi gravado em um laboratório na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. As imagens foram captadas e editadas por profissionais cedidos pelo JoVE, que conta com uma rede de cinegrafistas em 28 países. Uma equipe costuma ser convocada logo depois que o artigo passa pelo processo de revisão por pares. São produzidos vídeos para todos os manuscritos aceitos para publicação. Há casos em que a equipe de videomakers não é necessária, quando os próprios pesquisadores dominam técnicas de filmagem e edição.

Lançado em 2014 pela Elsevier em parceria com a Sociedade Americana de Endoscopia Gastrointestinal, a revista VideoGIE é um dos poucos periódicos exclusivamente de acesso aberto dedicados aos videoartigos. Tem como objetivo informar médicos, pacientes e estudantes sobre novas técnicas e procedimentos – muitos vídeos são de exames de endoscopia, em que um tubo fino e flexível com uma microcâmara embutida percorre o sistema digestivo. A parte escrita dos papersnão tem mais do que três páginas, ressalta o médico Everson Luiz de Almeida Artifon, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e editor-associado da VideoGIE. “É um modelo de publicação que tende a crescer, sobretudo na área médica, cujos profissionais muitas vezes não têm tempo para ler artigos científicos longos”, avalia Artifon. “Nos últimos tempos, as editoras têm adotado estratégias para diversificar suas fontes de receita, e o modelo baseado em videoartigos pode agregar valor aos seus negócios.”

Existem, é certo, entraves para a disseminação desse tipo de publicação. Uma delas é a dificuldade de identificar tópicos do conteúdo de vídeos utilizando ferramentas de busca na internet. “No caso de textos, é fácil fazer buscas por palavras ou expressões contidas no artigo. Com os vídeos, isso não é possível”, explica Iamarino. O JoVE está nas principais bases internacionais, como PubMed, Scopus e Web of Science, o que aumenta seu alcance, mas as pesquisas na internet só conseguem rastrear os textos dos videoartigos. Outro desafio, diz Moshe Pritsker, é mobilizar os autores para produzir as imagens. “Eles geralmente querem publicar seus resultados o mais rapidamente possível. E fazer um vídeo de alta qualidade requer tempo de produção e cooperação dos pesquisadores em uma atividade com a qual não estão acostumados”, afirma o russo.

Há evidências de que o modelo já está sendo apropriado pelas revistas predatórias, aquelas que aceitam publicar artigos sem fazer uma revisão por pares adequada, em geral em troca apenas de dinheiro. Em março, o portal Ottawa Citizen, no Canadá, denunciou três periódicos predatórios que aceitaram publicar um resultado esdrúxulo sobre evolução: a descoberta de uma espécie defeituosa, o “Homem da Flórida”, que comprovaria que o processo de evolução pode andar para trás. O material de apoio era um vídeo, uma peça de ficção e humor, em que um falso cientista, na verdade um jornalista, despeja uma garrafa com um líquido azul na neve e apresenta gráficos sem sentido.

Link: http://revistapesquisa.fapesp.br/2019/04/15/artigos-animados/#prettyPhoto

Edital Seleção Bolsa Pós-Doutorado PNPD-CAPES/PPGN 2019

10/05/2019 10:22

Já está disponível na página do edital de Seleção de Bolsista Pós-doutorado – PNPD/CAPES 2019 o RESULTADO FINAL do Processo Seletivo de Bolsa Pós-Doutorado PNPD/CAPES para o ano de 2019.

A candidata que ficou em primeiro colocado deve encaminhar um e-mail com os dados bancários para implementação da bolsa PNPD.

Qualquer dúvida entrar em contato pelo e-mail ppgn@contato.ufsc.br ou por telefone (48) 3721-6131.

ETAPA ENTREVISTA – Edital de Seleção Bolsa Pós-Doutorado – PNPD/CAPES – 2019

06/05/2019 11:07

Já está disponível na página do edital de Seleção de Bolsista Pós-doutorado – PNPD/CAPES 2019 o CRONOGRAMA DE ENTREVISTAS para o dia 07 de maio de 2019.

A Etapa de Entrevistas ocorrerá na sala de Web conferência (número A205), segundo andar do Bloco H do Centro de Ciências da Saúde, em frente ao elevador.

O PPGN já disponibilizará equipamento para uso no dia. Aos candidatos que irão fazer a entrevista presencial, sugere-se que traga um pendrive com a apresentação que for fazer.

Aos candidatos que farão a entrevista por web conferência, devem encaminhar e-mail/login de usuário da plataforma Skype para o e-mail do PPGN (ppgn@contato.ufsc.br) a fim cadastrar e entrar em contato no momento da entrevista.

Qualquer dúvida entrar em contato pelo e-mail ppgn@contato.ufsc.br ou por telefone (48) 3721-6131.

XVIII Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica – Prêmio Honra ao Mérito

30/04/2019 11:58
A doutoranda do PPGN Cinthia R. Corrêa participou do XVIII Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, realizado entre os dias 18 e 20 de Abril em São Paulo.
Entre os trabalhos apresentados pela doutoranda, o poster intitulado: “Variáveis ligadas à qualidade do sono estão associadas com a redução da tolerância à glicose em homens jovens com elevada adiposidade corporal” recebeu honra ao mérito como um dos melhores posteres do evento.
O trabalho faz parte da tese de doutorado da Cinthia, orientada pelo professor Dr. Everson A. Nunes.

Processo Seletivo Professor Visitante Sênior

30/04/2019 11:11

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) torna público o processo seletivo simplificado regido pelo Edital nº 022/2019/DDP, que visa a contratação de  29 (vinte e nove) Professores Visitantes para os Programas de Pós-Graduação da UFSC em Araranguá, Curitibanos, Florianópolis e Joinville.

As inscrições e envio dos documentos de inscrição ocorrerão no período de 02/05/2019 a 31/05/2019 pelo link: https://forms.gle/XjZb1n3mdJqwoysh8

Todas as informações, documentos e dados do processo seletivo serão publicadas na página http://propg.ufsc.br/ca/professorvisitante/.

RESULTADO FINAL – Seleção Prêmio CAPES Tese 2018 – Edição 2019

22/04/2019 11:22

O Programa de Pós-Graduação em Nutrição convida seus egressos a participarem do Prêmio CAPES de Tese 2018 – Edição 2019.

A Pré-Seleção realizada pelo PPGN receberá inscrição entre os dias 23 de abril e 17 de maio de 2019, com o encaminhamento por formulário online (clique aqui) de todos os documentos solicitados no edital da CAPES,  Título 4. DAS INSCRIÇÕES, Item 4.2, Incisos II ao VI, em arquivo formato .PDF e com todos os detalhes apresentados pelo  Título 4. DAS INSCRIÇÕES. do Edital.

Acesse o Edital diretamente no link: http://capes.gov.br/CECOL/EditalPremioCAPESdeTese2019.pdf

[ATUALIZAÇÃO 30/05/2019] A Comissão interna de seleção divulga o Resultado Final para indicação ao Prêmio CAPES de Tese 2018 – Edição 2019:

  • Camila Elizandra Rossi
  • Daniela Barbieri Hauschild (indicada ao prêmio)
  • Rayza Dal Molin Cortese